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sábado, 15 de outubro de 2011
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Dueto para Um, no Porto Alegre em Cena 2011
“Ainda me surpreende o fato de esse espetáculo fazer sucesso. É uma peça só de texto, sem ação, e que está longe de ser uma comédia. Quando estreamos, não esperávamos por essa repercussão com o público nem com a crítica. Tínhamos até receio das pessoas acharem o tema muito pesado e não quererem ir.” disse Bel kowarick- protagonista e produtora em entrevista ao Jornal Estadão
A convite da amiga Rita Rheingantz para meu primeiro espetáculo do Porto Alegre em Cena 2011, assistir Dueto para Um foi plenamente satisfatório. Depois da peça, voltando para casa dentro do táxi, nos percebemos mudas, assimilando por reflexão a maravilha da profundidade do trabalho que acabáramos de assistir. Texto e atmosfera bastante densos, atuação absurdamente instigante. Sentada durante todo o tempo em uma cadeira de rodas, o trabalho de corpo desenvolvido pela atriz Bel Kowarick merece todo respeito. A personagem que sofre de esclerose múltipla e resolve por intermédio do marido se tratar com um psiquiatra, passa pelo desespero inconformado de uma violinista apaixonada que se depara com a impossibilidade de continuar a exercer seu ofício. Durante o processo de negação da doença, o psiquiatra interpretado pelo ator Marcos Suchara, tenta durante as sessões de psicanálise livrar sua paciente da depressão e do suicídio.
Salve a construção deste cenário, que se observado com atenção é de uma elaborada engenharia, mas se move com sutileza do real passar do tempo. O “palco giratório” se o posso assim chamá-lo, que gira milimetricamente lento durante o espetáculo, proporcionando uma relação de ampulheta entre espaço-tempo, se encaixa com a sutileza necessária no contexto do realismo dramático da peça. Tamanha sutileza da interferência do cenário no espetáculo, redobra a excelência do trabalho de expressão apresentado pelos atores que levou os espectadores para além das “inexistentes paredes” do suposto consultório psiquiátrico.
A desenvoltura do ator Marcos Suchara, antagonista da peça, remete ao paradoxo de impotência e grandeza existente no ofício de um profissional da saúde mental. Driblando críticas e desaforos que recebe da paciente, Dr Feldman passa pelos limites da impotência ao tratar a paciente que se encontra em estágio de negação do luto. Marcos trouxe à tona com bravura, as emoções “proibidas” de serem reveladas ou se quer sentidas por um psiquiatra, profissional do qual se espera apenas a sóbria imparcialidade, a convicta parcimônia e algumas receitas de ansiolíticos na condução ao caminho do equilíbrio.
A iluminação do espetáculo também merece destaque no proporcional jogo de “salvação” entre médico e paciente, onde ambos podem se encontrar na fatídica “roda da vida”, (mais uma vez menção ao palco giratório) de repente sem forças.
Ao cumprimentar os atores Marcos e Bel no camarim do Teatro Renascença, me deparo com duas figuras humildes e diferenciadas, que pareciam tímidos e quase desconfortáveis em receber o retorno satisfeito do público. Confirmando o trecho da entrevista citada no início desta crítica e a particular concepção desta jornalista que vos escreve, sobre a nobreza de um profissional no exercício da humildade.
terça-feira, 5 de julho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Intimidade é uma M
Independe o dicionário, intimidade é coisa delicada.
Cumplicidade, confiaça, lealdade sim. Agora intimidade...
íntimo
(latim intimus, -a, -um)
adj. s. m.
Cumplicidade, confiaça, lealdade sim. Agora intimidade...
íntimo
(latim intimus, -a, -um)
1. Que está muito dentro; muito interno. = intrínseco, profundo ≠ ligeiro, superficial, vago
2. Que existe no ânimo ou no coração. = entranhável, imo, profundo ≠ superficial
3. Muito cordial, tranquilo ! ou aconchegante. = acolhedor ≠ frio, neutro
4. Que goza de intimidade. ≠ estranho
5. Que está muito próximo de ou tem relações estreitas com. = familiar ≠ estranho
6. Que diz respeito à própria pessoa ou é confidencial. = particular, pessoal, privado ≠ alheio
7. Que envolve contactos sensuais ou sexuais.
8. Relativo a zona genital.
9. A parte mais interna. = âmago, imo ≠ exterior, aparência
10. Pessoa de intimidade. = amigo ≠ desconhecido, estranho
sábado, 21 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
No balcão, Juliano Knela
O termo ogro define monstros, gigantes, personagens mitológicos em geral, famosos por se alimentarem de carne humana e terem um cérebro pequenino, o que acaba por justificar alguns atos de insanidade e grosseria. Muitos chamam o Knela de ogro, não sei se é exatamente esse o caso...
Mais uma da série personalidades do Cabaret! Dessa vez abrimos o ano de 2011, batendo um papo com o Sr. Knela. Quem já não se assustou com a carranca, um não bem grave ou até alguma estupidez, e pensou:
- como é que esse cara trabalha com o público???
Pois provavelmente, era ele mesmo. O cara já trabalhou no Porão, no Garagem, na Mosh, eventos afora... é músico, skatista (chegava a correr 13 horas diárias, até sofrer uma contusão grave), hoje em dia faz um cooper bem puxado. Quando guri trabalhou até numa marcenaria, como auxiliar de acabamento. Quem conhece a figura já deve ter se assustado com alguma paulada no balcão de atendimento, (brincadeira preferida do cara) que surge do nada e te dá um puta susto. Depois de algumas tentativas frustradas de escrever sobre ele, resolvi colher depoimentos dentro do Cabaret! Uma breve com o cara, é claro que não poderia faltar. O problema, é que estava escuro, a entrevista foi jornalísticamente tradicional, em bloquinhos de anotações e caneta, hoje depois da festa, não entendo lhufas do que anotei a não ser, as poucas respostas que seguem:
Eu- Aonde tu nasceu?
Knela- Do outro lado da rua.
Eu- Quantos anos tu tem?
Knela- 32
Eu- O que tu quer ser quando crescer?
Kanela- Eu já sou.
Eu- Um recado pra que não gosta de ti:
Knela- Quem não gosta de mim que fique longe. Faze o quê?!
Eu- Recado pra quem te curte:
Knela- Vocês tem bom gosto. Muito Obrigada!
Eu- Um depoimento:
Knela- Ir além da superfície, vale a pena.
Bastante ríspido, há quem não se agrade do cara, mas há também muitas opiniões divergentes. Derrepente é só um cara cheio de “marra”, como diz Felipe seu irmão. De repente, tem um belo personagem montado como disse a Cikuta. Te liga aí Juliano Knela, no que declararam sobre ti:
Henrique Sobrinho- frequentador da casa
O Knela??? Noooossa! Tem meia hora aí pra me ouvir falar? Resumindo; ele é um ogro que tem um encanto. Tipo Shrek. Pessoas muito simpáticas, as vezes são um porre saca?!
Vicente Bobadra- Produtor de festas e DJ
Olha, na primeira hora assusta, mas depois... a cara de debochado que ele faz, te ganha certo!
Morgana Dias- frequentadora da casa
O Knela é um total imbecil, ele jura que é o cara.
Cikuta Castanheiro- Hostess do Ocidente
Ele é um bom profissional, controla bem o balcão, é um cara bacana. Criou e sustenta muito bem seu personagem, mas nisso que ele faz, eu sou um monstro!
Edgar Rocha- frequentador da casa
Eu sinceramente não entendo como um cara desse pode atender num balcão de bar!
Muitas pessoas não quiseram dar depoimentos nem ao menos se identificar, aqui fica um breve papo seguido de alguns depoimentos singelos, que tratam da diveregente relação humana e suas formas mais estranhas de comunicação e entendimento. Se você ainda não conhece o Knela, ou tem alguma declaração sobre; é só comentar. Fiquem a vontade.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Declaração de Princípios, por Grotowski
O que devemos fazer é lutar, para então descobrir, experimentar a verdade sobre nós mesmos; rasgar as máscaras atrás das quais nos escondemos diariamente. (…) A arte não pode ser limitada pelas leis da moralidade comum ou de qualquer catecismo. (…) O ato de criação nada tem a ver com o conforto externo ou com a civilidade humana convencional; quer dizer, as condições de trabalho nas quais as pessoas se sentem seguras e felizes.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
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