terça-feira, 27 de abril de 2010

Pisa na mão e chuta na cara! uma breve com o Tarado da Escada.


As meninas e mulheres quem conhecem a boate Cabaret!, na cidade de Porto Alegre, já devem ter estranhado, ao subir as escadas, uma mão que surge entre os vãos dos degraus, para ser simplesmente: pisada! O dono da mão, fica sempre lá embaixo se deliciando com os desfiles de sapatos, sandalhas e botas que por ali passam. Gentilmente, ele se dispôs a conversar, já sujo de pisadas e chutes que havia levado nas mãos e no rosto e autorizou a publicação desta entrevista, sem muitas especificações sobre si mesmo, apenas brevidades sobre seu personagem, como é conhecido: O Tarado da Escada.

Faixa roxa de karate, praticante há 6 anos, diz que tenta disfarçar durante os treinos, mas admite que adora apanhar das colegas que segundo ele, sempre acabam desconfiando. O Tarado da Escada, se considera um cara tranquilo, mora com a mãe e com a irmã, que não sabem do seu fetiche sexual com ‘pés e ponta-pés’, trabalha, e nos finais de semana, sempre que pode, adora ficar debaixo da escada do Cabaret, levando pisadas nas mãos e chutes na cara.

Segundo ele, seu fetiche é mesmo bem conhecido pelos freqüentadores dos lugares por onde passa, e por tempos já foi até entitulado como: O Tarado do pé da Praça da Encol, citado em crônicas de colunistas e jornalistas da cidade. Ele afirma lidar bem com essa fama, mas alega já ter encontrado gente que não ‘sabia brincar’.

Tarado da Escada- Aqui mesmo no Cabaret, encontrei uma menina que topou chutar minha cara, mas a cada festa que ela voltava, chutava mais forte. Acho até que já era uma demonstração de poder para as pessoas que estavam com ela. So que eu já estava correndo o risco de ficar sem os dentes, e não e esse o objetivo da minha diversão.

Camila Ali- Mas e como as pessoas encaram esse teu fetiche?

Tarado da Escada- Eu não sei mais se frequento aqui há 10, 12 ou 18 anos, mas venho desde que era Cabaret Voltaire, e sou bem tratado pela casa. De todas as escadas que eu já frequentei, a que me sinto melhor e a do Cabaret, as pessoas alem de já me conhecerem, me respeitam e lidam bem com o meu fetiche. Como gosto de ser pisado, uma vez tentei colocar bandanas nas mãos, para evitar ferimentos, mas as pessoas estranhavam ao ver uma mão com bandanas na escada e se assustavam, daí resolvi tirar, eu não gosto que as pessoas se sintam agredidas.

Camila Ali- E tu já trabalhou o teu fetiche psicanaliticamente?

Tarado da Escada- Sim, sim. Mas... não rolou.

Camila Ali- E onde se da o tesão mesmo desse teu fetiche? Esta nos pés ou nos sapatos? Tarado da Escada- Nos pés, nos sapatos, na verdade eu gosto mesmo e de uma bota sabe?! (comentou olhando para as minhas botas) Adoro apanhar na cara, levar chute mesmo. Mas a coisa não é assim, tem que ser trabalhada, aos poucos, como em toda relação. Tem que ir pisando de vagarinho. Mas aqui na boate a coisa é bem ligth, as vezes ate casais param pra ver, e alguns namorados permitem que suas namoradas me dêem umas pisadinhas.

Essa foi a breve conversa, na madrugada de domingo 25.04.10, embaixo da escada, onde ele terminou deixando bem claro:

‘Eu não gosto de agredir as pessoas, o respeito e muito importante, não gosto nem que as pessoas se sintam agredidas com o meu fetiche.’

domingo, 25 de abril de 2010

de uma realidade cruelmente veloz,
onde há pouco tempo para identificar
os processos das mudanças,
quem dirá para absorver tudo,
relaxo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

Florbela

Em atitudes e em ritmos fleugmáticos,


Erguendo as mãos em gestos recolhidos,

Todos brocados fúlgidos, hieráticos,

Em ti andam bailando os meus sentidos…



E os meus olhos serenos, enigmáticos

Meninos que na estrada andam perdidos,

Dolorosos, tristíssimos, extáticos,

São letras de poemas nunca lidos…



As magnólias abertas dos meus dedos

São mistérios, são filtros, são enredos

Que pecados d´amor trazem de rastros…



E a minha boca, a rútila manhã,

Na Via Láctea, lírica, pagã,

A rir desfolha as pétalas dos astros!…