terça-feira, 13 de abril de 2010

Florbela

Em atitudes e em ritmos fleugmáticos,


Erguendo as mãos em gestos recolhidos,

Todos brocados fúlgidos, hieráticos,

Em ti andam bailando os meus sentidos…



E os meus olhos serenos, enigmáticos

Meninos que na estrada andam perdidos,

Dolorosos, tristíssimos, extáticos,

São letras de poemas nunca lidos…



As magnólias abertas dos meus dedos

São mistérios, são filtros, são enredos

Que pecados d´amor trazem de rastros…



E a minha boca, a rútila manhã,

Na Via Láctea, lírica, pagã,

A rir desfolha as pétalas dos astros!…

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