sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
índole esta, também masculina...
his.te.ri.a
sf (hístero+ia1) 1 Med Psiconeurose que se observa principalmente nas mulheres e se caracteriza por falta de controle de atos e emoções e por grande variedade de outros sintomas que muitas vezes simulam doenças orgânicas (supunha-se que tinha origem no útero). 2 Índole caprichosa ou desequilibrada. Var: histerismo.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Pisa na mão e chuta na cara! uma breve com o Tarado da Escada.
As meninas e mulheres quem conhecem a boate Cabaret!, na cidade de Porto Alegre, já devem ter estranhado, ao subir as escadas, uma mão que surge entre os vãos dos degraus, para ser simplesmente: pisada! O dono da mão, fica sempre lá embaixo se deliciando com os desfiles de sapatos, sandalhas e botas que por ali passam. Gentilmente, ele se dispôs a conversar, já sujo de pisadas e chutes que havia levado nas mãos e no rosto e autorizou a publicação desta entrevista, sem muitas especificações sobre si mesmo, apenas brevidades sobre seu personagem, como é conhecido: O Tarado da Escada.
Faixa roxa de karate, praticante há 6 anos, diz que tenta disfarçar durante os treinos, mas admite que adora apanhar das colegas que segundo ele, sempre acabam desconfiando. O Tarado da Escada, se considera um cara tranquilo, mora com a mãe e com a irmã, que não sabem do seu fetiche sexual com ‘pés e ponta-pés’, trabalha, e nos finais de semana, sempre que pode, adora ficar debaixo da escada do Cabaret, levando pisadas nas mãos e chutes na cara.
Segundo ele, seu fetiche é mesmo bem conhecido pelos freqüentadores dos lugares por onde passa, e por tempos já foi até entitulado como: O Tarado do pé da Praça da Encol, citado em crônicas de colunistas e jornalistas da cidade. Ele afirma lidar bem com essa fama, mas alega já ter encontrado gente que não ‘sabia brincar’.
Tarado da Escada- Aqui mesmo no Cabaret, encontrei uma menina que topou chutar minha cara, mas a cada festa que ela voltava, chutava mais forte. Acho até que já era uma demonstração de poder para as pessoas que estavam com ela. So que eu já estava correndo o risco de ficar sem os dentes, e não e esse o objetivo da minha diversão.
Tarado da Escada- Eu não sei mais se frequento aqui há 10, 12 ou 18 anos, mas venho desde que era Cabaret Voltaire, e sou bem tratado pela casa. De todas as escadas que eu já frequentei, a que me sinto melhor e a do Cabaret, as pessoas alem de já me conhecerem, me respeitam e lidam bem com o meu fetiche. Como gosto de ser pisado, uma vez tentei colocar bandanas nas mãos, para evitar ferimentos, mas as pessoas estranhavam ao ver uma mão com bandanas na escada e se assustavam, daí resolvi tirar, eu não gosto que as pessoas se sintam agredidas.
Camila Ali- E tu já trabalhou o teu fetiche psicanaliticamente?
Tarado da Escada- Sim, sim. Mas... não rolou.
Camila Ali- E onde se da o tesão mesmo desse teu fetiche? Esta nos pés ou nos sapatos? Tarado da Escada- Nos pés, nos sapatos, na verdade eu gosto mesmo e de uma bota sabe?! (comentou olhando para as minhas botas) Adoro apanhar na cara, levar chute mesmo. Mas a coisa não é assim, tem que ser trabalhada, aos poucos, como em toda relação. Tem que ir pisando de vagarinho. Mas aqui na boate a coisa é bem ligth, as vezes ate casais param pra ver, e alguns namorados permitem que suas namoradas me dêem umas pisadinhas.
Essa foi a breve conversa, na madrugada de domingo 25.04.10, embaixo da escada, onde ele terminou deixando bem claro:
‘Eu não gosto de agredir as pessoas, o respeito e muito importante, não gosto nem que as pessoas se sintam agredidas com o meu fetiche.’
domingo, 25 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Florbela
Em atitudes e em ritmos fleugmáticos,
Erguendo as mãos em gestos recolhidos,
Todos brocados fúlgidos, hieráticos,
Em ti andam bailando os meus sentidos…
E os meus olhos serenos, enigmáticos
Meninos que na estrada andam perdidos,
Dolorosos, tristíssimos, extáticos,
São letras de poemas nunca lidos…
As magnólias abertas dos meus dedos
São mistérios, são filtros, são enredos
Que pecados d´amor trazem de rastros…
E a minha boca, a rútila manhã,
Na Via Láctea, lírica, pagã,
A rir desfolha as pétalas dos astros!…
Erguendo as mãos em gestos recolhidos,
Todos brocados fúlgidos, hieráticos,
Em ti andam bailando os meus sentidos…
E os meus olhos serenos, enigmáticos
Meninos que na estrada andam perdidos,
Dolorosos, tristíssimos, extáticos,
São letras de poemas nunca lidos…
As magnólias abertas dos meus dedos
São mistérios, são filtros, são enredos
Que pecados d´amor trazem de rastros…
E a minha boca, a rútila manhã,
Na Via Láctea, lírica, pagã,
A rir desfolha as pétalas dos astros!…
quinta-feira, 11 de março de 2010
jornalismo sem acento e sem revisao, no seco.
Acordei com o Vicente ‘falando’ ao telefone, como um bom troglodita, gritando praticamente, exacerbando seus instintos mais egoicos ou primitivamente mais emocionais. Meu irmão Vicente, árabe cavernoso, que amo.
O fato que eh que eu ja havia acordado de mau humor ao meio dia e dormido novamente, como espécie de fuga comprovada pelo meu psiquiatra.
Acordei pela segunda vez, no mesmo dia, com o mau humor do cão. Vicente percebeu, pois acusou o golpe. Mas na verdade, se o Vi não falasse tão alto ao telefone, eu perderia a reunião com meu amigo Vladimir Ungaretti, que estava marcada para as 15h na Blangerie. Obrigada então, Vicente! E desculpa qualquer coisa.
Jah chegando, passo a ultima edição do jornal Extra Classe ao Ungaretti, pois eh muito bom presenciar não publica, mas publicadamente, graças ao jornalismo de César Fraga e sua ‘turma’ que a casa caiu para os fdp dos Beckers.
E mesmo com o jornal em mãos, Ungaretti não perdia tempo em sublimar, em deixar claro sua curticao pela fotografia, pelas nossas loucuras verborrágicas, pela sua, nossa, ânsia de estar vivo, pela vida em si, historia, cultura!
E eu inicialmente afim de matar um leão, fui relaxando ao passar do tempo, ao passar de horas que valiosamente pareciam minutos inocentes. Sem cachaça, sem cigarro, quase desconfortável, dentro das dependências da Carina ‘Blangerie’, ali na Vasco. Mas a real mesmo eh que cada vez mais eu me sentia a vontade, praticamente encachacada-sem-cachaça, ao ouvir meu amigo Ungaretti contar...
....e como a cachaça me deixa mais ligada (pra não dizer psicótica) do que o expresso, de fato intimei:
vamos tomar cachaça?
e ele:
-mas eu tenho que dar aula amanha.
e eu:
-mas são so 19h! hehe
Muitos risos no caixa da Blangerie, onde o sr que nos atendia, ao invés de rir junto, estava talvez, desconfortável, com a nossa irreverência.
E o que e que EU posso fazer quanto aos desconfortos alheios, neh? Cada um com a sua cruz, por favor.
Andando lenta e saborosamente em direção ao cafeh cantante, riamos a luz do dia, Bom Fim afora....raro, grande e poéticamente sobre as mesmas calcadas do cootidiano, um degustar diferenciado, quase que bitolante, quase uma bolha. Não vi se quem passava riu pra mim, nem ao menos quem me viu rindo, ou sequer se riram de mim, pois eu estava rindo com o Ungaretti, e era isso, e ponto.
No cafeh? Bah! ...subversoes. E narrativas que eu acredito serem dignas apenas da memória de quem viu e viveu. De quem participou como coadjuvante, como ladra pouca pratica, ou mesmo como picareta (intuitivamente pré-reconhecido). Eu não sinto muito, eu não sinto absolutamente nada por quem saiu sem os dedos nessa tarde, ou..., nessa singela noite. Eu? Eu me divertia com o Ungaretti.Foda-se o sangue.
Na tentativo de não permitir que o corpo absorvesse a segunda? Garrafa de cachaça...
eis que avistamos uma pastelaria, na Fernandes mesmo, onde fomos nos ‘reestabelecer’.
Foi ali que na hora de eu contar... não resisti a emoção doida da perda do meu amigo Pinheiro, que se foi ingratamente, quando eu estava muito, mas muito longe do Brasil.
Contando enfaticamente as profecias do Pinus, acabei ateh mordendo a língua. E durante as fatihdicas lagrimas, Ungaretti me disse:
-sabe que tu tem uma intensidade muito árabe? (falou talvez não exatamente isso, mas algo perto disso e me fez rir)
Ao que eu já agressiva, (sou de fato arabe) peco respeito e permissao para continuar narrando a minha dor e inconcientemente passo a lidar com o fato de que não há dor, ma fase, desprazer ou qualquer desgosto, que não possa ser revertido para quem tem garras, para quem tem gana. Gana de levantar a bandeira do caráter limpo, de ser livre, gana de viver. Sobreviver.
Não. A vida nao e fácil, e quanto mais prazeirosa, piores são os momentos em que nos deparamos com o nada.
...e agora? Quer dizer... o que e que eu sou?
Wali Salomão
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
empanar
em.pa.nar1
(em2+pano+ar2) vtd 1 Cobrir de panos: "Empanar uma janela" (Franc. Fernandes). vtd 2 Ocultar, esconder, obscurecer: Nuvens escuras empanam o Sol. As paixões empanam o bom senso. vtd 3 Tirar o brilho a; embaciar, ofuscar: A úmida cerração empanava o pára-brisas. vpr 4 Perder o brilho; embaciar-se, ofuscar-se: "Ia-se-lhe empanando o brilho dos olhos" (Visc. de Taunay). vtd 5 Privar do brilho; deslustrar, macular: A intransigência doutrinária empanou o notável sermão. vpr 6 Perder o brilho; deslustrar-se: "A honra que está a pique de empanar-se" (Latino Coelho). vtd 7 Impedir: Alto muro empana a vista dos indiscretos.
(em2+pano+ar2) vtd 1 Cobrir de panos: "Empanar uma janela" (Franc. Fernandes). vtd 2 Ocultar, esconder, obscurecer: Nuvens escuras empanam o Sol. As paixões empanam o bom senso. vtd 3 Tirar o brilho a; embaciar, ofuscar: A úmida cerração empanava o pára-brisas. vpr 4 Perder o brilho; embaciar-se, ofuscar-se: "Ia-se-lhe empanando o brilho dos olhos" (Visc. de Taunay). vtd 5 Privar do brilho; deslustrar, macular: A intransigência doutrinária empanou o notável sermão. vpr 6 Perder o brilho; deslustrar-se: "A honra que está a pique de empanar-se" (Latino Coelho). vtd 7 Impedir: Alto muro empana a vista dos indiscretos.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Que pode, pergunto, o ser amoroso...
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o amar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o amar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
sábado, 30 de janeiro de 2010
Poetas, por Florbela
Ai as almas dos poetas
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.
Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!
Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas
E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma para sentir
A dos poetas também!
Não as entende ninguém;
São almas de violetas
Que são poetas também.
Andam perdidas na vida,
Como as estrelas no ar;
Sentem o vento gemer
Ouvem as rosas chorar!
Só quem embala no peito
Dores amargas e secretas
É que em noites de luar
Pode entender os poetas
E eu que arrasto amarguras
Que nunca arrastou ninguém
Tenho alma para sentir
A dos poetas também!
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